Pesquisar este blog

Total de visualizações de página

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

MATÉRIA: UFOP esclarece alterações no estatuto das repúblicas federais

MATÉRIA: UFOP esclarece alterações no estatuto das repúblicas federais

FONTE: http://www.ufop.br/index.php?option=com_content&task=view&id=13798&Itemid=196

01-Nov-2013
Aprovado em 21 de outubro de 2013 pelo Conselho Universitário da Universidade Federal de Ouro Preto (CUNI-UFOP), o novo Estatuto das Repúblicas Federais de Ouro Preto foi elaborado por uma Comissão Especial, composta por representantes da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (Prace), pela Associação das Repúblicas Federais de Ouro Preto (Refop) e pela Associação das Repúblicas Reunidas de Ouro Preto (Arrop). A Comissão foi instituída pela jpg Portaria Prace 013, de 20 de dezembro de 2012, a fim de propor regras gerais do processo de ocupação das Repúblicas Federais de Ouro Preto, garantindo princípios de inclusão, igualdade e transparência. A nova proposta é fruto de uma construção coletiva e democrática, tendo em vista sua composição e sua linha de trabalho, baseada no diálogo e no debate de ideias e argumentos.
A comissão iniciou seus trabalhos no dia 20 de dezembro de 2012 e finalizou no dia 1º de abril de 2013. Entre as principais mudanças aprovadas no novo Estatuto, destacam-se o acompanhamento mais próximo da ocupação das vagas pela Prace, o detalhamento dos critérios de ingresso, permanência e exclusão, bem como os direitos e deveres dos moradores e candidatos. A proposta do Estatuto também contempla orientações de outra comissão, a de Sindicância, estabelecida no segundo semestre de 2012, composta por representantes das Pró-Reitorias de Graduação (Prograd), Administração (Proad) e da própria Prace com o objetivo de averiguar as circunstâncias relacionadas com a morte do estudante Pedro Silva Vieira, do curso de Química Industrial, morador da República Federal Saudade da Mamãe, falecido em novembro de 2012.

O trabalho da comissão de sindicância concluiu que o ambiente e o contexto da vida republicana podem estimular o uso abusivo de álcool, o que pode ter contribuído para a morte do estudante. Dentre as orientações encaminhadas pela Comissão de Sindicância, dois itens foram incorporados ao novo estatuto: a valorização do rendimento acadêmico, vinculando à permanência na república com a obtenção de um coeficiente acadêmico mínimo, e a eliminação de procedimentos hierárquicos, autoritários e excessivos, dando lugar para formas de gestão democráticas, humanizadas e participativas, que favoreçam um melhor tempo de dedicação aos estudos aos calouros em processo de ingresso nas repúblicas.

No novo documento, fica estabelecido um tempo de seleção de, no máximo, três meses, com contínua atualização da situação das vagas junto à Prace, a fim de evitar a existência de vagas ociosas. Foram também estabelecidos critérios relacionados aos direitos e deveres dos moradores. A seleção de novos moradores para as residências estudantis federais terá o acompanhamento da Prace por meio de fichas com os dados dos ingressantes, que devem ser retiradas na pró-reitoria, antes do processo seletivo.

As mudanças com relação à permanência vinculada ao rendimento acadêmico definem que os estudantes com coeficiente menor que 5 passarão a ser acompanhados pela Prace por meio do projeto Caminhar, que consiste em um Programa de Acompanhamento Acadêmico de Estudantes, com workshops temáticos, estratégias de estudo, atendimento psicológico, entre outras ações.

“O conceito do acompanhamento é oferecer as condições de superação, mas, se o baixo rendimento persistir, o estudante perde o direito de residir na moradia federal”, explica Camélia Penna, Coordenadora de Assuntos Estudantis da Prace. Dessa forma, moradores que mantiverem o baixo coeficiente por dois semestres consecutivos podem perder o benefício. “O processo não é punitivo, é educativo e responsabiliza o estudante pela qualidade de sua trajetória acadêmica”, completa Camélia. O tempo de residência nas moradias federais será também limitado ao período máximo do curso de graduação, acrescido de 50%. 

O direito de moradia fica garantido, exclusivamente, a estudantes da UFOP com comprovante de matrícula atualizado. A Prace poderá, também, indicar candidatos a moradores para permanecerem na casa por um mês, até decidirem se querem ou não participar do processo de seleção – facilitando, assim, a ocupação de vagas por estudantes em condição de vulnerabilidade socioeconômica. Com relação à “caixinha” (valor recolhido pelos moradores para manutenção de despesas cotidianas), fica estabelecido que a quantia não pode ultrapassar o valor da bolsa permanência, que é R$250. 
Atualizado em ( 01-Nov-2013 )



OPINIÃO: Sinais de interferência na autonomia das repúblicas estudantis da UFOP (Por Otávio Luiz Machado)



Sinais de interferência na autonomia das repúblicas estudantis da UFOP
Otávio Luiz Machado*

Ao abrir o jornal O Tempo do dia 01/11/2013, quando me deparei com a matéria “Aluno ruim não terá república”, o que veio imediatamente no meu pensamento foi o ano de 1971 -  o período mais macabro da ditadura civil-militar de 1964 - , inclusive foi quando a administração central da UFOP buscou intervir na autonomia de repúblicas estudantis da própria universidade de forma mais intensificada. 


Talvez falte atualmente uma visão de futuro para se analisar a importância da gestão compartilhada de todos os assuntos relacionados à manutenção dessa organização chamada república, o que nos leva a perceber que são satisfatórias para o êxito do empreendimento dessas causas valores de autonomia dos membros dentro da organização, a autogestão e o cumprimento de uma estrutura semi-hierarquizada que resolve de forma colegiada todos os assuntos pertinentes ao cotidiano da organização.
No caso de 1971 os estudantes reagiram fortemente à imposição de uma medida que feria a própria existência das repúblicas, dizendo ao reitor de plantão que suas medidas violariam a autonomia, que é “um dos mais sagrados princípios que regem os estudantes desta Casa”. Também disseram que a “convivência entre sêres humanos não pode ser imposta” (Ofício do Diretório Acadêmico da Escola de Minas (DAEM), de 23 de novembro de 1971).
Para alguém mais antenado, a medida pode indicar que a quebra da autonomia das repúblicas da UFOP será fatiada em várias partes. Vem com uma medida, com outra, com mais outra, daí a pouco as repúblicas acabam sendo vendidas ou se transformam em grandes ajuntamentos de pessoas que ficam abandonadas, pois é o que se percebe em vários alojamentos de estudantes em várias universidades do País.
É uma grande mentira que os estudantes moram gratuitamente nas repúblicas, porque eles dedicam parte do seu tempo para cuidar da casa cotidianamente, porque a universidade não coloca um centavo sequer para a manutenção dos prédios. Eles acabam trabalhando em prol da casa. Ou seja: não existe nada grátis.
Se a maioria dos estudantes da UFOP moram em Repúblicas particulares, então a medida é inócua do ponto de vista de efetivar um maior compromisso do conjunto dos estudantes com o melhor aproveitamento da sua trajetória escolar. O que se pretende? A transformação das repúblicas da UFOP em ambientes precarizados e burocratizados ao extremo?
Se a universidade quiser que os estudantes aproveitem melhor seus cursos que comece a aparelhar bem os laboratórios e as salas de aulas, que crie incentivos ou atrativos para que eles estudem mais. Com medidas pontuais não se resolve nada, porque a questão é estrutural. Ou se vai utilizar dois pesos e duas medidas para os estudantes?
 
* Ex-aluno da UFOP, professor universitário, pesquisador, documentarista e editor. E-mail: otaviomachado3@yahoo.com.br

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Encomenda do livro sobre a Aquarius (PROCEDIMENTOS)

ENCOMENDA DO LIVRO DA AQUARIUS





 

Prezad@s, boa tarde. Quem quiser já pode fazer sua encomenda. O valor total (com a taxa de correios registrada) é de 37,00.
Seguem os dados.

BANCO SANTANDER
CONTA-CORRENTE
CORRENTISTA: Otávio Luiz Machado Silva
AGÊNCIA: 3133 (Frutal-MG)
CONTA: 01.052152.0
CPF: 98420771600


BANCO DO BRASIL
CONTA-POUPANÇA
NOME: Otávio Luiz Machado
AGÊNCIA: 0422-7
 CONTA: 23.517-2
CPF: 98420771600


Ao realizar o depósito, favor me enviar o comprovante ou a informação para o seguinte e-mail: otaviomachado3@yahoo.com.br



QUALQUER COISA PODEM ENTRAR EM CONTATO COMIGO

(81) 8762-5471
OU
(34) 9668-9576


Abs Jaka (Otávio Luiz Machado)

sábado, 12 de outubro de 2013

VÍDEO: Aspectos da História da República Aquarius, Ouro Preto-MG, Brasil


Vídeo Aspectos da História da República Aquarius

 

http://www.youtube.com/watch?v=sTsMz2YkUFo

VÍDEO: DIVULGAÇÃO DO LIVRO AQUARIUS: A MAIOR REPÚBLICA ESTUDANTIL DAS AMÉRICAS, Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil


MATÉRIA: Livro conta a história dos 44 anos da república federal Aquarius

FONTE: http://www.ufop.br/index.php?option=com_content&task=view&id=13647&Itemid=196


Livro conta a história dos 44 anos da república federal Aquarius


11-Out-2013 
 Brunello Amorim

A República Aquarius terá sua história eternizada no livro “Aquarius: A maior república estudantil das Américas: Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil”, publicado pela Editora Prospectiva. Segundo o autor e ex-aluno da República, Otávio Luiz Machado, o livro traz além de relatos da Aquarius, um balanço das moradias universitárias do país. E possui, ainda, dicas para quem pretende morar em uma república de estudantes.

Envolvido em pesquisas sobre os movimentos estudantis desde a sua graduação, o autor conta que o livro é um trabalho coletivo de todos os envolvidos na história da República. Ele afirma que a Aquarius está diretamente ligada à UFOP, pois foram criadas praticamente juntas: dias 20 e 21 de agosto de 1969, respectivamente. “Ainda podemos dizer que representamos a política de assistência estudantil. Fortalecemos a imagem da Instituição e cuidamos do seu patrimônio e sua memória”, ressalta.

A ideia de registrar a história da República em um livro surgiu há 14 anos, pelos ex-alunos e moradores da época. O objetivo era estreitar ainda mais os laços entre os atuais moradores, a partir da experiência e dos relatos dos alunos que passaram pela república durante os 44 anos de sua existência.

O autor contou com o apoio do também ex-aluno da Aquarius Rafael Ayres para fazer a capa do livro e com o patrocínio da empresa Petra Octagon Construções e Comércio, por meio do ex-aluno da Escola de Minas, Altair Petrachi.

O lançamento do livro será no dia 2 de novembro, às 17h, na República Aquarius, localizada à Rua Paraná, no Centro de Ouro Preto.


foto_capa_aquarius_pela_pos_imagem_final_jpg.jpg